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domingo, 16 de junho de 2013

Situação de Aprendizagem – Crônica Narrativa

Público Alvo – 6º anos

Objetivos: fazer inferências nos textos lidos; localizar informações;  estudar o gênero crônica narrativa; intertextualidade.

“ No aeroporto”  - Carlos Drummond de Andrade

A partir do título: “No aeroporto” , de Carlos Drummond de Andrade, responda:  O que você acredita que será narrado no texto?

- Você já viu na televisão, revista, jornal etc., ou esteve em algum aeroporto? Saberia explicar o que  é, para seus colegas?

As imagens abaixo retratam o aeroporto Galeão e alguns pontos turísticos do Rio de Janeiro. Comente oralmente com seus colegas  sobre elas.








No aeroporto
Carlos Drummond de Andrade
Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. E o seu sistema.
Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores, vizinhos e desconhecidos, gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da falta de dentes), abonam a classificação.
Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. Recebia tudo com naturalidade, sabendo-se merecedor das distinções, e ninguém se lembraria de achá-lo egoísta ou importuno. Suas horas de sono - e lhe apraz dormir não só à noite como principalmente de dia - eram respeitadas como ritos sagrados, a ponto de não ousarmos erguer a voz para não acordá-lo. Acordaria sorrindo, como de costume, e não se zangaria com a gente, porém nós mesmos é que não nos perdoaríamos o corte de seus sonhos. Assim, por conta de Pedro, deixamos de ouvir muito concerto para violino e orquestra, de Bach, mas também nossos olhos e ouvidos se forraram à tortura da tevê. Andando na ponta dos pés, ou descalços, levamos tropeções no escuro, mas sendo por amor de Pedro não tinha importância.
RESPONDA ORALMENTE:
 1) Por que será que Pedro tem horários, comidas, roupas, sabonetes e criados especiais?
Objetos que visse em nossa mão, requisitava-os. Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e (é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis - porque me esquecia de dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusação apressada, sobre a razão íntima de seus atos.
2- A partir da descrição de Pedro no 3º parágrafo, pense e responda: Pedro seria uma visita bem desejada em sua casa? Por quê?
Poderia acusá-lo de incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos, e o que lhe ocorria fazer, fazia em qualquer parte? Zangar-me com ele porque destruiu a lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que ele não me sorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua azul maneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa amizade - e, até, que a nossa amizade lhes conferia caráter necessário de prova; ou gratuito, de poesia e jogo.
3- Como você imagina que seja Pedro? Descreva-o.
LEIA AGORA O ÚLTIMO PARÁGRAFO DO TEXTO
Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.
4- Suas suposições se confirmaram ou não?
5- O final foi previsível ou surpreendente? Justifique.
Atividades:
- Reconte a história “ No aeroporto”, de Carlos Drummond de Andrade, em  história em quadrinhos.
 - Leia a notícia abaixo e a seguir faça o que se pede.


Ministro reconhece que obras do Galeão farão falta para usuário
Obras estão cinco meses atrasadas. Apenas 30% estarão prontas até JMJ e Copa das Confederações
Jornal do Brasil - Henrique de Almeida

A empresa que vencer a licitação para a concessão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio, prevista para setembro, encontrará um aeroporto ainda em obras.
As reformas no Terminal 1 estão cinco meses atrasadas, e o próprio ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, reconheceu nesta segunda-feira (8), durante inspeção no aeroporto, que as obras inacabadas farão falta para os turistas que vierem para a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude no Rio:
"Se não fizesse falta, não estaríamos correndo e fazendo essas obras agora e nem fazendo essa licitação. O governo entende que o usuário precisa de qualidade de serviço", disse o ministro, irritado.
O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, admitiu a demora no projeto. "Foram muitas licitações, processo burocrático, os projetos não foram entregues a tempo e as obras atrasaram cinco meses. Para Jornada Mundial da Juventude e a Copa das Confederações, 30% das reformas estarão prontas. Mas até a Copa do Mundo tudo estará finalizado", garantiu Vale, otimista.
Até agora, estão prontas apenas cinco escadas rolantes, os elevadores do Terminal 1 e a área de check-in internacional do Terminal 2. 
- Que semelhanças e diferenças você encontra entre esses dois textos? Apresentam o mesmo tema?  Ele é abordado da mesma maneira? Justifique.
- Qual deles é escrito em linguagem literária? E não literária?


- De qual dos dois textos você mais gostou? Por quê?

terça-feira, 11 de junho de 2013

MGME - Literando

Avaliação de Aprendizagem do Texto “Avestruz

Público Alvo: 9º ano / 8ª série
Tempo previsto: 04 aulas
Turma 02 – Grupo 01

1º Momento
          Após trabalhar a Situação de Aprendizagem do texto “Avestruz”, a avaliação será feita da seguinte forma:                                                                                    
- Oferecer aos alunos três textos diferentes em gêneros: uma crônica: “Amigos”; uma fábula: “A raposa e as uvas”; uma notícia, onde ele possa distinguir: a tipologia narrar do gênero crônica.                                                                                                           - Reconhecer qual é a crônica e justificar com características do gênero.

2º Momento
         Atividade em dupla: Produção escrita.
         Imagine que o garoto teve seu pedido atendido pela mãe, que propôs, a título de experiência; deixar cinco gaivotas passarem um final de semana no apartamento com eles.
(O que comeriam? Como dormiriam? O que faria com as gaivotas?...)

         *Agora você assume o papel "do amigo" e dá continuidade à história. 
Lembre-se das características da crônica narrativa:
- texto curto;
- verossimilhança;
- linguagem apropriada (conotativa);
- descontraído (com humor).
        OBS: Após a revisão textual, a dupla  entrega a produção ao professor, que poderá pedir a apresentação do resultado para toda a classe. 

Sequência didática com o texto “O AVESTRUZ”
(Mario Prata)
Público Alvo: 9º ano – 8ª série
Aulas previstas: 06
Conteúdos e temas: traços característicos da crônica narrativa.
Competências e habilidades: reconhecer características do gênero “crônica”, comparar a narrativa em diferentes gêneros.

Passo 1 – Apresentar a quadrinha:
“É um  animal que engole tudo,
 Moeda, tampa e botão.
 É uma ave que não voa,
 Mas corre feito rojão
 Você sabe o que é então?”
                      (Adaptação de um livro)
Fazer o questionamento:
      - Quem já ouviu falar ou já viu um avestruz?
      - Quais as características deste animal?
      - O que ele come?
      - O que o título sugere?
      - Geralmente este título remete a textos científicos como o texto estudado no caderno 1 “beija-flor”, será que é igual, pertence ao mesmo gênero, fala de seus hábitos alimentares?

Passo 2 – Durante a leitura
Inicia-se a leitura colaborativa ou compartilhada com inferências do professor  acerca do vocabulário e expressões: TPM, Floripa, Higienópolis, Struthio etc.
      Quanto ao gênero, o texto corresponde ao que se esperava? É um artigo científico ou uma narração?
      A qual gênero pertence?
     Mostrar dentro da tipologia narrativa, que há vários gêneros os quais contam  histórias. Que esse especialmente é uma crônica narrativa, assim fornecendo as características do gênero, confrontando com conto, fabula e lenda.

Reflexão:
      Perguntar se os alunos entenderam o texto.
      O que fez o menino mudar de idéia em relação ao  presente?
      Os argumentos foram convincentes e resolveram o problema?

Passo 3 - Após leitura
      Propor uma reescrita do texto, priorizando a dupla produtiva. Em seguida troca-se os textos para uma revisão  que posteriormente volta à dupla autora, para reconhecer seus erros.
      Ilustração da crônica em forma de charge, ou caricatura.
      Exibir o filme “Os pinguins do papai”, para as comparações finais, exaltando a diferença, de que o menino queria receber um presente inusitado, mas acabou desistindo e pensando em outro;.já no filme, o protagonista  recebeu um presente que não era esperado, acabando adaptando o próprio apartamento para os pinguins.


A PRÁTICA FUNDAMENTADA NA TEORIA

Texto:" No aeroporto" ( Carlos Drummond de Andrade)

1º Momento:
- Apresentar a crônica “No aeroporto” de Carlos Drummond de Andrade.;
- Observar de onde foi retirado o texto e a  estrutura do mesmo,classificando-o em prosa ou poesia;(observando os dados de onde foi retirado, abaixo do texto)
- Questionamentos prévios :-O que o título sugere?
                                          - Do que trata o texto?
                                          - Se o autor é conhecido?(etc...)

2º Momento:
- Realizar uma leitura colaborativa, fazendo inferências sobre o vocabulário desconhecido ao aluno, como o:
- Conhecimento "de mundo": Aeroporto, Galeão, quadrimotor, Bach.
- Vocabulário: entretermos, parcos, ostensiva;  (adjetivos) hóspede ameno, motivo plausível, ritos sagrados;  a utilização da expressão     “azul maneira de olhar-me”,para caracterizar.
- A partir de uma síntese semântica, contextualizar a  época da produção, valores e costumes, comparando-os com os dias atuais;
- Apropriar-se de um  texto literário (funcionalidade do texto).


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Avaliação – 9º ano
Situação de Aprendizagem – “Meu primeiro beijo”, Antonio Barreto
v  Trabalho em grupo
 A partir do tema da situação de aprendizagem “Meu primeiro beijo”, os alunos serão divididos em grupos produtivos e pesquisarão no laboratório de informática, acompanhados do professor, textos que abordem outros temas relacionados à aprendizagem. Os temas serão orientados por questões polêmicas previamente escolhidas pela classe, e que servirá para o debate.
- A banalização do beijo;
- Como as relações afetivas são evidenciadas pela sociedade atual;
- Os ricos que o beijo pode causar à saúde.
v  Debate
  Após a pesquisa os alunos formarão uma roda e debaterão os temas propostos utilizando-se dos conhecimentos argumentativos e persuasivos aprendidos com o gênero da argumentação. O professor poderá instigá-los com perguntas pontuais conforme o desenrolar do debate e observar como os grupos expõe os argumentos e as posições de defesa e refutação dos assuntos.
 
v  Relatório Individual
O professor solicitará ao final da aprendizagem o registro escrito através do relatório individual do aluno. Nele os alunos colocarão o que aprenderam sobre o tema, as opiniões e posicionamento do debate e suas próprias experiências em relação ao tema da aprendizagem.  Os relatórios serão socializados entre a classe.

domingo, 9 de junho de 2013

Folclore

Foram utilizadas 30 aulas sobre os vários elementos que compõem o folclore brasileiro. Essas aulas, é para promover o conhecimento a cultura do povo brasileiro, constituída pelos costumes e tradições populares transmitidas de geração em geração . As primeiras aulas são de introdução ao tema, apresentando de forma ampla o que é o folclore, seus elementos e características. Em seguida, são apresentados e trabalhados personagens do folclore brasileiro , bem como o conceito e significado de algumas lendas. A atividade segue e finaliza trabalhando de forma mais detalhada os outros elementos do tema como: as parlendas, trava-línguas, adivinhas, cantigas, superstições, plantas medicinais, comidas tipicas de cada região.





































      Esse foi um trabalho realizado pelas turmas do Ensino Médio de 2010 da E.E. Iracema Leite e Silva, que foi apresentado para a comunidade presente, referente as comidas típicas, os objetos, as rendas, os móveis do nosso país com várias demonstrações, essa apresentação teve a participação e colaboração dos alunos, professores e direção.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

A importância da leitura vem a cada dia

   A importância da leitura vem a cada dia ganhando força em seus diversos segmentos, pois é um dos requisitos básicos na aprendizagem do indivíduo.
   É importante aprender a ler, porque a condição de leitor tornou-se indispensável à ascensão a novos graus do ensino e da sociedade. Mas a leitura é muito mais do que um processo de decodificação ou decifração de sinais e símbolos, pois dizemos que um indivíduo só aprendeu a ler quando compreende o que lê, quando retira o significado do que lê e interpreta os sinais escritos.
   O ato de ler é algo que se adquire no decorrer de anos, pois a leitura vem aos poucos contribuir para a formação de leitores capazes de reconhecer as sutilezas, as particularidades, os sentidos a extensão e a profundidade de cada texto lido.

   Mas para a aquisição da leitura ocorrer de fato é importante levar em consideração as condições que cada indivíduo possui. Essas condições podem ser: sociais, econômicas, ambientais, emocionais, cognitivas etc. Segundo a teoria o que vem sendo fator predominante na vida do indivíduo são as condições sociais, pois nem todos têm acesso à leitura porque em nossa sociedade capitalista esse acesso se dá das formas mais diferenciadas, pois cada classe social tem sua visão do grau que a leitura deve ocupar na aprendizagem e na sua vida.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

A prática da leitura se faz presente em nossas vidas desde o momento em que começamos a "compreender" o mundo à nossa volta. No constante desejo de decifrar e interpretar o sentido das coisas que nos cercam, de perceber o mundo sob diversas perspectivas, de relacionar a realidade ficcional com a que vivemos, no contato com um livro, enfim, em todos estes casos estamos, de certa forma, lendo - embora, muitas vezes, não nos demos conta.
refletir, sabemos, é o que permite ao homem abrir as portas de sua percepção. Quando movido por curiosidade, pelo desejo de crescer, o homem se renova constantemente, tornando-se cada dia mais apto a estar no mundo, capaz de compreender até as entrelinhas daquilo que ouve e vê, do sistema em que está inserido. Assim, tem ampliada sua visão de mundo e seu horizonte de expectativas.

Desse modo, a leitura se configura como um poderoso e essencial instrumento libertário para a sobrevivência do homem.